Uma viagem ao(s) Algarve(s)!!! «O viajante não é turista, é viajante. Há grande diferença. Viajar é descobrir, o resto é simples encontrar» (Saramago)
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novembro 19, 2016
setembro 09, 2014
O "Pai" do Algarve - Harry Chandler (I de II)
"No capítulo de pioneiros de turismo, e
in: http://jn.sapo.pt/blogs/gilfer/archive/2008/10/30/o-quot-pai-quot-do-algarve-harry-chandler-i-de-ii.aspx
julho 23, 2013
Para uma história do turismo do Algarve
5.ª parte
De paraíso perdido de difícil acesso o Algarve torna-se num centro
cosmopolita, destino turístico de figuras públicas de renome internacional, o
aeroporto, segundo Manuel da Fonseca, torna a região “um arredor da capital do País. Os estrangeiros, então, mal chegam a
Lisboa, daí a nada, estão a tomar banho nas praias algarvias”.
P.S.B.
Ref. Bibliográficas:
FLORES, Adão – “O turismo no Algarve na primeira
metade do século”, in: O Algarve da
antiguidade aos nossos dias, coord. Maria da Graça Maia Marques. - Colibri,
Lisboa, 1999;
FONSECA, Manuel da - Crónicas Algarvias, Caminho, 2.ª Edição, 1987.
GUERREIRO, Aníbal C. - História
da Camionagem Algarvia (de passageiros): 1925-1975 (da origem à nacionalização),
s.l., s.n., 1983;
RUELA, Rosa - “Era uma vez o Algarve...: histórias das férias
antes da invasão urbanística... “ in: Visão,
nº751, 2007;
julho 19, 2013
Para uma história do turismo do Algarve
4.ª parte
Também a ausência de unidades hoteleiras dignas de tal designação
constituíam um entrave ao turismo na região. As primeiras unidades hoteleiras,
como o Hotel Guadiana, em Vila Real de Santo António, ou o Grande Hotel na
capital da província são edificadas nas primeiras décadas de 900. O grande
surto edificatório, e que alterará completamente a fisionomia do litoral
algarvio, coincide com o boom
turístico dos anos 60, reflexo da inauguração do aeroporto de Faro em 1965, que
irá colocar o Algarve definitivamente nos circuitos turísticos internacionais.
P.S.B.
julho 17, 2013
Para uma história do turismo do Algarve
3.ª parte
O Algarve de início do século XX é
uma região pouco turística, sobretudo, devido às
escassas e difíceis acessibilidades, que tornavam a viagem bastante penosa, apenas
uma estrada que atravessando a serra do Caldeirão, ligava ao Alentejo e resto
do país, o mar mantinha-se como principal via de acesso.
Falava-se então numa tríade
turística: Portimão – Monchique e Sagres. Monchique atraía muitos viajantes,
quer pela sua exuberante vegetação, quer pelos seus banhos termais. Sagres pela
sua carga mística e simbólica ligadas à figura do Infante e da Expansão. E
Portimão, em particular, a Praia da Rocha, devido ao seu clima ameno ao longo
de todo o ano, rivalizando com as famosas estâncias internacionais como
Biarritz.
P.S.B.
julho 13, 2013
Para uma história do turismo do Algarve
2.ª Parte
No caso particular do Algarve, existem diversos relatos de
viajantes que aqui se deslocaram, essencialmente, por motivos profissionais,
como o alto funcionário francês do
Ministério da Guerra, Leopold Alfred Gabriel Germond de Lavigne ou Hermann
Friedrich Joachim Freiherrn Von Maltaz, que empreendeu uma viagem científica à
região, na qualidade de Presidente da Sociedade dos Amigos da História Natural
de Mecklenburg.
O turista, tal como hoje é entendido, começa a ganhar expressão a
partir dos anos 30 do século XX, com a introdução de férias pagas, em França. O
que em Portugal só viria a acontecer décadas mais tarde.
De forma gradual a “ida a banhos” desliga-se da sua função
meramente medicinal e começa a fazer parte do calendário social da elite
endinheirada. Os banhos de mar, para além de recomendáveis para a saúde,
tornam-se, igualmente, momentos de fruição e lazer, complementados por uma intensa
actividade social e cultural.
P.S.B.
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