Uma viagem ao(s) Algarve(s)!!! «O viajante não é turista, é viajante. Há grande diferença. Viajar é descobrir, o resto é simples encontrar» (Saramago)
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agosto 01, 2016
abril 11, 2015
A vila de Monchique
Monchique
A vila é sede de concelho desde
1773, tendo-se tornado independente de Silves, concelho ao qual pertenceu desde
a Reconquista, no entanto diz-se que aquando da primeira visita ao Algarve do
rei D. Sebastião, em 1573, o monarca “
veio a Monchique, e a achou tão interessante pelas suas belezas naturais e
mesmo já pela sua população e isolamento, que determinou elevá-la a vila, o que
não fez por oposição das vilas vizinhas”[1].
É o centro administrativo, local onde se encontram os serviços. Aqui situam-se
os Paços do Concelho e o Tribunal, bem como equipamentos religiosos e
assistenciais, dos quais se destacam a Igreja Matriz do de Nossa Senhora da
Conceição, Imóvel de Interesse Público[2],
construção atribuída ao século XV, provavelmente no local de uma primitiva mesquita[3].
Do ponto de vista arquitectónico destaca-se o portal manuelino, com motivos vegetalistas
e os capitéis.
março 31, 2015
março 30, 2015
Monchique - estação de verão
"A região de Monchique, que possui
belezas que não são inferiores às decantadas maravilhas dos Pirenéus é uma
excelente estação de verão."
in:
Correia Santos – “O Turismo no
Algarve – como os estrangeiros sabem valorizar as suas riquezas”, Casa do
Algarve, Lisboa, 1931
novembro 13, 2014
Monchique: originalidade da paisagem
Entre
as serras do Algarve Monchique sempre se destacou pela originalidade da sua
paisagem, devido ao seu maciço sienítico esta apresenta um solo muito fértil e
abundância de água, sendo assim descrita no século XVI: “tudo é cercado de
pomares deleitosos, em que há castanhas, nozes, peras, maçãs e outra muita
fruta; tem muitas vinhas, muita criação de gado, muito mel e cera e pão.”
“Duas
Descrições do Algarve do Século XVI” (Apresentação, leitura, notas e
glossário de Manuel Viegas Guerreiro e Joaquim Romero de Magalhães) Cadernos
da Revista de História Económica e Social, 3, Lisboa: Sá da Costa
Editora, 1983.
novembro 07, 2014
novembro 06, 2014
novembro 04, 2014
novembro 03, 2014
novembro 02, 2014
outubro 31, 2014
outubro 24, 2014
Florestas no Algarve
“Quem tiver percorrido o país
fica surpreendido com as poucas florestas que encontra, sobretudo no Sul e no
Algarve.
Por todo o Portugal cortam os
bosques, mas depois nãos os repovoam. Por isso, as montanhas estão na maioria
dos casos desflorestadas. (…)
Nesta província à excepção das
florestas de castanheiros, situadas nos arredores de Monchique, vê-se apenas um
pequeno número de bosques mal plantados (…)”
in: Charles BONNET [1816-1867] – Memória Sobre o
Reino do Algarve – Descrição Geográfica e Geológica
p. 141 e 142
outubro 22, 2014
outubro 20, 2014
Calendário da matança
(...)
A matança ocorre num período concreto do calendário, nos meses de Inverno. A época da matança inicia-se com os primeiros frios, aproximadamente, a partir do S. Martinho, conforme diz o ditado: “Pelo S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho”, estendendo-se, no máximo até ao Carnaval. Esta é a altura ideal para o efeito, uma vez que há pouco que fazer nos campos e porque o frio é bom para conservar a carne...
A matança ocorre num período concreto do calendário, nos meses de Inverno. A época da matança inicia-se com os primeiros frios, aproximadamente, a partir do S. Martinho, conforme diz o ditado: “Pelo S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho”, estendendo-se, no máximo até ao Carnaval. Esta é a altura ideal para o efeito, uma vez que há pouco que fazer nos campos e porque o frio é bom para conservar a carne...
P.S.B.
outubro 18, 2014
"Saberes-Fazeres"
(...)
Os saberes-fazeres típicos de Monchique estão relacionados com a transformação da matéria-prima disponível no território. (...) A urze é utilizada no fabrico de colheres de pau, estas eram utilizadas para comer as “papas de milho”, “… toda a família comia directamente [do tacho] usando colheres de pau que eram lambidas e relambidas antes de se voltar a meter no tacho.”(...)
Os saberes-fazeres típicos de Monchique estão relacionados com a transformação da matéria-prima disponível no território. (...) A urze é utilizada no fabrico de colheres de pau, estas eram utilizadas para comer as “papas de milho”, “… toda a família comia directamente [do tacho] usando colheres de pau que eram lambidas e relambidas antes de se voltar a meter no tacho.”(...)
P.S.B.
outubro 17, 2014
“Magusto dos Santos”
(...)
Outra data representativa da cultura e identidade monchiquense é o dia 1 de Novembro. É o dia do “Magusto dos Santos” (por se realizar no Dia de Todos os Santos) - Outros posts sobre o assunto. Esta é uma celebração única de Monchique, em contexto regional, uma vez que apenas nesta serra se encontram castanheiros, espécie que não se encontra em qualquer outra parte do Algarve.
Em Marmelete reúnem-se centenas de pessoas que desfrutam da magnífica castanha assada de maneira tradicional, através dos magustos.
Este é o dia do Magusto e se hoje os castanheiros escasseiam nesta serra, a importância desta data remete-nos para tempos idos, em que a castanha aqui era um fruto comum, abundante e sobretudo muito nutritivo. Devido a essa abundância de castanhas, era costume os produtores, depois das colheitas, se juntarem entre familiares e amigos e, no dia 1 de Novembro, realizarem um magusto de castanhas.
Para além das castanhas, por vezes também se comem batatas, que são assadas numa cova cavada no solo e recoberta seguidamente com terra, sobre a qual se acende uma fogueira. Uma vez mais, a aguardente de medronho aparece no magusto como um complemento obrigatório.
Outra data representativa da cultura e identidade monchiquense é o dia 1 de Novembro. É o dia do “Magusto dos Santos” (por se realizar no Dia de Todos os Santos) - Outros posts sobre o assunto. Esta é uma celebração única de Monchique, em contexto regional, uma vez que apenas nesta serra se encontram castanheiros, espécie que não se encontra em qualquer outra parte do Algarve.
Em Marmelete reúnem-se centenas de pessoas que desfrutam da magnífica castanha assada de maneira tradicional, através dos magustos.
Este é o dia do Magusto e se hoje os castanheiros escasseiam nesta serra, a importância desta data remete-nos para tempos idos, em que a castanha aqui era um fruto comum, abundante e sobretudo muito nutritivo. Devido a essa abundância de castanhas, era costume os produtores, depois das colheitas, se juntarem entre familiares e amigos e, no dia 1 de Novembro, realizarem um magusto de castanhas.
Para além das castanhas, por vezes também se comem batatas, que são assadas numa cova cavada no solo e recoberta seguidamente com terra, sobre a qual se acende uma fogueira. Uma vez mais, a aguardente de medronho aparece no magusto como um complemento obrigatório.
(...)
P.S.B.
outubro 15, 2014
Descasca ou Desfolhada - Monchique
Em Setembro (em data móvel) decorre a chamada “Descasca ou Desfolhada”, numa tentativa, por parte de Junta de Freguesia de Marmelete, em recuperar a tradição que consistia em descascar, manualmente, as maçarocas de milho, num ambiente de festa e espírito de interajuda, característico do trabalho comunitário destes meios.
P.S.B.
julho 17, 2014
junho 18, 2014
Ainda sobre os banhos santos - Monchique
Também em Monchique há a tradição dos banhos santos ou rituais, no entanto a especificidade do “Banho do 29” é que aqui ele ocorre a 29 de Setembro, dia de S. Miguel; enquanto que em outras zonas realiza-se (ou realizava-se) ou a 24 de Junho, associado à noite de S. João ou a 29 de Agosto (dia de S. João da Degola).
(...)
Estes banhos purificadores destinavam-se, igualmente aos animais. Reza a tradição que este banho “valia por nove” e tinha um poder curativo. Como no final de Setembro as noites já são bastante frescas, os banhistas aqueciam-se graças à ingestão de aguardente de medronho.
maio 15, 2014
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