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abril 10, 2016

Sagres

"Sagres é hoje um ímpeto parado, a seta indicadora dum rumo perdido, real e simbolicamente. Lugar dum sentido histórico perpetuado pela fatalidade da duração natural, fragão áspero onde a vida não se resigna a renunciar, ali está, retesado num gesto inútil e pertinaz, envolto num burel de cardos, cilícios com que a si próprio se macera."

Miguel Torga, Portugal


abril 12, 2013

Sagres





"...Esta extremidade do sudoeste da Europa é formada por dois promontórios de rocha graníticas, com uma altura quase constante de 25 a 30 braças, descrevendo de um lado ao outro um semicículo recortado por pequenas enseadas a pique, onde o mar tempestuoso rebenta ruidosamente..."


Leopold Alfred Gabriel Germond de Lavigne (séc. XVIII/XIX)

janeiro 09, 2013

AS COMEMORAÇÕES HENRIQUINAS E O TURISMO DO ALGARVE




"AS COMEMORAÇÕES HENRIQUINAS
E O TURISMO DO ALGARVE

Deu-se início neste mês de Março, em todo o País, às cerimónias da comemoração do 5.º centenário da morte do infante D. Henrique.
Nestas cerimónias surge-nos, inevitavelmente, como cenário principal, o promontório de Sagres – centro de preparação de toda uma fantástica e imorredoura epopeia marítima.
Em Sagres, é toda a província do Algarve que está em festa!
A permanente Primavera desta sempre florida região do Sul transforma o Algarve numa acolhedora pousada portuguesa, este ano realçada com a evocação histórica de maravilhosos feitos."

in: Anuário Turismo do País, 1961-62, p. 51

fevereiro 08, 2012

Cabo S. Vicente, séc. XIX

"À esquerda, apercebemo-nos, finalmente, para além de uma parte da estepe que se chama de Tapada de D. Henrique e, mesmo à beira dos rochedos aprumados que formam a baía, das grandes muralhas em ruínas de uma velha fortaleza do século XVI, Beliche (…).
Vamos do Cabo de S. Vicente ao pequeno lugarejo que antecede a ponta de Sagres, seguindo a grande curva do fundo da baía. É precisa uma hora de burro e passamos a noite, um pouco ao acaso, numa das casas deste lugar.
Estes dois quilómetros são tão áridos, tão selvagens, atulhados de uma vegetação tão triste como aquela que encontramos ao chegar ao farol de S. Vicente."


Leopold Alfred Gabriel Germond de Lavigne, séc. XIX