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outubro 01, 2015

Curiosidades acerca da alfarroba

- Pensa-se que as suas sementes foram usadas, no Antigo Egipto, para a preparação de múmias; foram, aliás, encontrados vestígios de suas vagens em túmulos.

- Na Grécia Antiga o nome da alfarroba era kerátion, diminutivo de keras, que significa corno, devido à dureza e forma curvilínea da vagem.

- Reza a história que o peso da semente da alfarroba era constante, pesando exactamente 200 miligramas, o que originou a unidade de peso quilate (do árabe quírat) unidade esta usada no peso dos diamantes.

- Etimologicamente a palavra alfarroba deriva do árabe: al-harruba.

- A alfarroba tem um sabor peculiar sendo utilizada como substituto do chocolate;

maio 10, 2015

O sal no Antigo Testamento

"Relativamente ao sal, este era usado no Antigo Testamento para expurgar o sangue das carnes dos animais, pelo que simboliza a incorruptibilidade. Além de servir de tempero culinário, os crentes misturavam-no com incenso para ser queimado em honra da divindade. O fumo libertado por aquela combustão era considerado uma «coisa santíssima». O sal selava as alianças, tornando-os duradouras e, sobre a mesa, simbolizava as relações amistosas entre os comensais."

LAVRADOR, Luís - "A Bíblia é de comer", in: Visão História, n.º 28, Abril, 2015, p.20

janeiro 03, 2015

Literatura de viagens, um documento histórico?

Muito embora o enorme interesse na literatura de viagens, a sua utilização enquanto documento histórico deve ter em linha de conta algumas questões próprias da natureza desses textos.


A riqueza destas fontes é extraordinária, dada a curiosidade e a vivacidade de grande parte dos relatos, contudo, esse mesmo registo representa sempre um ponto de vista pessoal do autor; que por sua vez será influenciado por vários factores, desde logo pela sua formação e cultura, nacionalidade, expectativas, experiências, etc…

novembro 26, 2014

Azeite

"Geralmente associado ao cultivo da vinha está o cultivo da oliveira, espécie difundida pelos muçulmanos e que marca, indiscutivelmente, a paisagem meridional. O aumento do cultivo da oliveira, que traça um caminho inverso ao da Reconquista, sem, contudo, ultrapassar muito a linha do Mondego, está associado à produção de azeite.

O azeite é a gordura mais utilizada na Idade Média, quer por cristãos, quer por muçulmanos. É utilizada na cozinha e também na iluminação. Loulé, concelho situado a sul, antigo centro urbano muçulmano, como não poderia deixar de ser, possuía lagares de azeite…”


BATISTA, Patrícia, “A Alimentação no concelho de Loulé nos séculos XIV e XV”, in: Al’-Ulyã, n.º 11, Revista do Arquivo Histórico Municipal de Loulé, Loulé, 2006, pp. 69-82


novembro 25, 2014

Dieta mediterrânica

"A natureza mediterrânica do território nacional assim estabelecida, associada à localização atlântica está na origem da história da alimentação dos portugueses, muito caracterizada pelo consumo de produtos mediterrânicos (trigo, vinho, azeite, hortícolas e leguminosas) complementado com os recursos da pesca."

in: Dieta Mediterrânica-  um património civilizacional partilhado, brochura realizada no âmbito da Comissão responsável pela candidatura da Dieta Mediterrânica a Património Cultural Imaterial da Humanidade/UNESCO – PDF

novembro 20, 2014

Pão e vinho

“A base da dieta alimentar medieval é constituída pelo pão e pelo vinho. O pão é sem dúvida alguma, presença obrigatória, quer na mesa dos ricos, quer na dos pobres, com as respectivas diferenças. De facto, o enorme cultivo que se faz de cereal por todo o país, inclusivamente em zonas onde os solos não se mostram férteis para tal cultura e a necessidade de importar pão do estrangeiro, só se justifica devido ao seu enorme consumo…”


BATISTA, Patrícia Santos, “A Alimentação no concelho de Loulé nos séculos XIV e XV”, in: Al’-Ulyã, n.º 11, Revista do Arquivo Histórico Municipal de Loulé, Loulé, 2006, pp. 69-82

novembro 19, 2014

Pão

“Lado a lado com o vinho, encontramos, para a época medieval, o pão! O pão é um dos alimentos base da alimentação medieva. Devido à falta de cereal, “pão” não era sinónimo de pão de trigo. O pão dos ricos era alvo, feito de trigo, o cereal nobre; enquanto que o pão dos pobres era escuro, de mistura, por vezes até com mistura de três cereais: centeio, milho-miúdo e cevada. Era um pão de segunda. O pão de trigo para os mais desfavorecidos era apenas consumido em dia de festa!”






BATISTA, Patrícia Santos, “A Alimentação no concelho de Loulé nos séculos XIV e XV”, in: Al’-Ulyã, n.º 11, Revista do Arquivo Histórico Municipal de Loulé, Loulé, 2006, pp. 69-82