julho 23, 2013

Para uma história do turismo do Algarve

5.ª parte

De paraíso perdido de difícil acesso o Algarve torna-se num centro cosmopolita, destino turístico de figuras públicas de renome internacional, o aeroporto, segundo Manuel da Fonseca, torna a região “um arredor da capital do País. Os estrangeiros, então, mal chegam a Lisboa, daí a nada, estão a tomar banho nas praias algarvias”.

P.S.B.
Ref. Bibliográficas:

FLORES, Adão – “O turismo no Algarve na primeira metade do século”, in:  O Algarve da antiguidade aos nossos dias, coord. Maria da Graça Maia Marques. - Colibri, Lisboa, 1999;
FONSECA, Manuel da - Crónicas Algarvias, Caminho, 2.ª Edição, 1987.
GUERREIRO, Aníbal C. - História da Camionagem Algarvia (de passageiros): 1925-1975 (da origem à nacionalização), s.l., s.n., 1983;

RUELA, Rosa - “Era uma vez o Algarve...: histórias das férias antes da invasão urbanística... “ in: Visão, nº751, 2007;

julho 19, 2013

Para uma história do turismo do Algarve

4.ª parte

Também a ausência de unidades hoteleiras dignas de tal designação constituíam um entrave ao turismo na região. As primeiras unidades hoteleiras, como o Hotel Guadiana, em Vila Real de Santo António, ou o Grande Hotel na capital da província são edificadas nas primeiras décadas de 900. O grande surto edificatório, e que alterará completamente a fisionomia do litoral algarvio, coincide com o boom turístico dos anos 60, reflexo da inauguração do aeroporto de Faro em 1965, que irá colocar o Algarve definitivamente nos circuitos turísticos internacionais.

P.S.B.

julho 17, 2013

Para uma história do turismo do Algarve

3.ª parte

O Algarve de início do século XX é uma região pouco turística, sobretudo, devido às escassas e difíceis acessibilidades, que tornavam a viagem bastante penosa, apenas uma estrada que atravessando a serra do Caldeirão, ligava ao Alentejo e resto do país, o mar mantinha-se como principal via de acesso.


Falava-se então numa tríade turística: Portimão – Monchique e Sagres. Monchique atraía muitos viajantes, quer pela sua exuberante vegetação, quer pelos seus banhos termais. Sagres pela sua carga mística e simbólica ligadas à figura do Infante e da Expansão. E Portimão, em particular, a Praia da Rocha, devido ao seu clima ameno ao longo de todo o ano, rivalizando com as famosas estâncias internacionais como Biarritz. 

P.S.B.

julho 13, 2013

Para uma história do turismo do Algarve

2.ª Parte

No caso particular do Algarve, existem diversos relatos de viajantes que aqui se deslocaram, essencialmente, por motivos profissionais, como o alto funcionário francês do Ministério da Guerra, Leopold Alfred Gabriel Germond de Lavigne ou Hermann Friedrich Joachim Freiherrn Von Maltaz, que empreendeu uma viagem científica à região, na qualidade de Presidente da Sociedade dos Amigos da História Natural de Mecklenburg.

O turista, tal como hoje é entendido, começa a ganhar expressão a partir dos anos 30 do século XX, com a introdução de férias pagas, em França. O que em Portugal só viria a acontecer décadas mais tarde.

De forma gradual a “ida a banhos” desliga-se da sua função meramente medicinal e começa a fazer parte do calendário social da elite endinheirada. Os banhos de mar, para além de recomendáveis para a saúde, tornam-se, igualmente, momentos de fruição e lazer, complementados por uma intensa actividade social e cultural.


P.S.B.

julho 09, 2013

Para uma história do turismo do Algarve

1.ª parte

Para uma história do turismo do Algarve

Falar de Algarve é hoje sinónimo de praia e de férias, no entanto nem sempre foi assim!

Até meados do século XIX os banhos de mar destinavam-se, exclusivamente a fins terapêuticos, prescritos pelos médicos de então, a talassoterapia estava em voga, e os “ares do mar” também eram considerados saudáveis.

O próprio conceito de viagem e de turista era bastante diferente do actual. Viajar sempre fora apanágio dos mais abastados, sobretudo nos séculos XVIII/ XIX onde se cultivava o gosto pelas viagens como parte integral da formação do indivíduo, bem ao gosto romântico da época.


P.S.B.

julho 01, 2013

O sítio arqueológico do Cerro do Castelo de Alferce - classificação

Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura
Classifica como sítio de interesse público o Sítio Arqueológico do Cerro do Castelo de Alferce, sito no Cerro do Castelo, freguesia de Alferce, concelho de Monchique, distrito de Faro, e fixa a zona especial de proteção do referido sítio