dezembro 17, 2015

Algarve florido

"... todo florido é também o Algarve litoral, em pleno Inverno! De Janeiro a Março as amendoeiras em flor surgem por toda a parte, já em pequenos grupos, já em vastos bosquedos, vestindo as encostas e as várzeas duma fluorescência alva e cor-de-rosa. Algumas, de flor branca, dir-se-ia, quando passamos no comboio, que descem dos cerros a correr como um véu alvo e flutuante."

in: Guia de Portugal... p. 199

dezembro 04, 2015

Flora e culturas; aspectos da vegetação


"O que desde logo impressiona o viajante ao entrar nas planícies luminosas do Algarve é o pequeno porte do arvoredo quase cosido à terra, figueiras, alfarrobeiras, oliveiras e amendoeiras, que de Lagos a Vila Real formam extensos bosquedos e pomares. (...)
O terreno é, porém, como dissemos, todo cheio de culturas: vinhedos, hortas, searas, vergéis, onde amadurece a melhor laranja, a melhor romã e a melhor uva do País, - tudo arroteado com esmero, tudo tratado como um jardim, a que a palmeira anã ou das vassouras, a palmeira da igreja, o esparto, o amendoim, a batata-doce, a própria bananeira, dão aspecto africano."

in: Guia de Portugal..., p. 198

novembro 30, 2015

Ditado popular

"Quem ir ao céu queira,
Vá-se primeiro a Aljezur
E às bandas de Quarteira"

in: Guia de Portugal, p. 198

novembro 05, 2015

Alfarroba como alimento de...


 Até, sensivelmente, meados do século XX, a alfarroba era utilizada como alimentação de animais, dado o seu alto valor nutricional e pequeno volume...




outubro 31, 2015

As folhas





A alfarrobeira é uma espécie de folha persistente, parapinuladas, com 6-10 folíolos ovalados, de 4-6 cm de comprimento, inteiros, de margem ondulada, glabros e coriáceos.

outubro 24, 2015

Docinho de alfarroba


Alfarrobeira

"Esta árvore, que adquire um grande desenvolvimento, tem um bonito porte e conserva sempre a sua folhagem num tom verde escuro. Ela é, indubitavelmente, uma das mais belas árvores de Portugal, causando admiração em todos os viajantes que percorrem a província do Algarve, à qual, aliás, imprime uma característica muito peculiar."

in:BONNET, Charles - Memória sobre o reino do Algarve. Descrição Geográfica e Geológica, [1.ª ed. de 1850]

outubro 19, 2015

Alfarrobeira


Alfarrobeira
- Ceratonia síliqua - espécie introduzida na Península Ibérica e no Norte de África pelos Muçulmanos.


 

outubro 13, 2015

outubro 01, 2015

Curiosidades acerca da alfarroba

- Pensa-se que as suas sementes foram usadas, no Antigo Egipto, para a preparação de múmias; foram, aliás, encontrados vestígios de suas vagens em túmulos.

- Na Grécia Antiga o nome da alfarroba era kerátion, diminutivo de keras, que significa corno, devido à dureza e forma curvilínea da vagem.

- Reza a história que o peso da semente da alfarroba era constante, pesando exactamente 200 miligramas, o que originou a unidade de peso quilate (do árabe quírat) unidade esta usada no peso dos diamantes.

- Etimologicamente a palavra alfarroba deriva do árabe: al-harruba.

- A alfarroba tem um sabor peculiar sendo utilizada como substituto do chocolate;

setembro 27, 2015

A origem da alfarrobeira - Ceratonia síliqua


A alfarrobeira - Ceratonia síliqua - é originária do Médio Oriente, provavelmente da Síria, tendo sido trazida para a Europa pelos gregos. A sua expansão para o sul de Itália foi feito a partir da Grécia, sendo, actualmente, tornando uma das árvores mais representativas da Bacia do Mediterrâneo. 

Surgem referências à alfarrobeira na Bíblia a propósito da alimentação de João Baptista. O profeta pregava no deserto da Judeia, uma região árida e montanhosa, onde se alimentava de gafanhotos (locust) e mel.
A alfarroba é também conhecida como locust bean (feijão gafanhoto), pela semelhança entre a vagem e o insecto. Sabendo-se da existência de gafanhotos na época, através da praga, surge a dúvida acerca do que comeria o profeta: 
- Gafanhotos ou alfarrobas? 
Daí que os ingleses chamem à alfarrobeira St. John's Bread (pão de São João), devido a uma diferente interpretação da palavra locust, que pode vir da tradução grega do manuscrito.

Texto adaptado de: CÂMARA, Fortunato da -  Alimentos ao sabor da histórias, Colares Editora,Sintra, 2010, pp. 23 e 24

setembro 22, 2015

[sal] em estado líquido

No último dia de Verão encerramos o ciclo do sal no blog, desta feita em estado líquido, já conheciam? Alguém já experimentou?!



agosto 24, 2015

Produção de sal no Algarve no ano de 1791



"No anno de 1791 havia no Algarve 239 marinhas, das quaes 103 estavão incultas, e as outras produzirão 11:281 moios de sal, empregando nos mezes da lavra 437 homens de trabalho por dia; e ainda não havia as que depois se construirão na Mexolhoeirinha e Lagos. Esta producção porém nem sequer era  sombra do que outrora se manipulava nestes portos. "


in: João Baptista Silva LOPES, Corografia ou Memória Económica, Estatística e Topográfica do Reino do Algarve, 1.º Volume, Algarve em Foco Editora,1988[1.ª ed. de 1839],pp. 129 e 130

agosto 16, 2015

Marinhas


"O mar, que tão variadas e numerosas especies e generos de peixe sustenta na costa do Algarve, fornece ao mesmo tempo abundante e excellente quantidade de sal para os aproveitar. Em quasi todos os portos, taes como Castro Marim, Tavira, Faro, Mexolhoeirinha, Portimão, Alvor, e Lagos, ha marinhas que produzem sal em abastança, não só para a salga das pescarias, mas para exportar para o estrangeiro."



in: João Baptista Silva LOPES, Corografia ou Memória Económica, Estatística e Topográfica do Reino do Algarve, 1.º Volume, Algarve em Foco Editora,1988[1.ª ed. de 1839],pp. 129 e 130

agosto 08, 2015

Sal, o ouro branco?

Aqui fica mais uma partilha de uma abordagem muito interessante sobre a exploração de sal na região:
http://pt.algarve-portal.com/

julho 06, 2015

Ainda sobre o sal

(...)
Quando, por qualquer circunstância, o sal não chega para as necessidades da terra vai-se buscá-lo a Setúbal. Mas não só. Em 1561 o rendeiro das sainhas de Ferrobilhas mandara fazer «muito sall por ser o verão muito comprido/ de maneira que tjnha feito oytenta ou sem modos de sall» (...)

In: Joaquim Antero Romero MAGALHÃES - Para o estudo de Algarve Económico durante o século XVI, Lx, 1970, p. 163