janeiro 17, 2015

"Tudo velho"

«Subo ao terreiro da casa do peixe. Para lá da esquina, sigo por uma rua íngreme. E, como se tudo, casas e ruas, fosse lavado de cal e sol, subindo sempre, chego ao coração da antiga Albufeira. Rua da Igreja Velha, Rua do Correio Velho. Tudo velho, ruas, becos, vielas. Mas tudo caiado e limpo, tudo varrido do vento do mar. Velhos, velhas, crianças, pescadores. Redes como estores, a taparem as portas. Cheiro a peixe.»


in: FONSECA, Manuel da, 1987, Crónicas Algarvias, Caminho, 2.ª Edição.